
O
corpo perfeito… ou sua vida? Universitários britânicos levantaram essa
hipótese em uma pesquisa, para saber qual é o grau de importância que as
pessoas dão à beleza estética.
Surpreendentemente,
quase um terço das mulheres jovens disse que trocaria no mínimo um ano
de suas vidas em troca do corpo de seus sonhos (16%).
10%
trocariam dois anos de suas vidas e 2% perderiam uma década de vida
pela mudança. Houve até quem trocaria vinte ou mais anos em troca da
beleza, representado por 1% dessas mulheres.
Esse
quadro indica um fator alarmante entre os jovens. Hoje, uma aparência
perfeita pode ser considerada mais importante do que qualidades como
bondade, honestidade, senso de humor ou inteligência.
A
preocupação com a aparência está começando cada vez mais cedo. De
acordo com a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, mais de 326
mil jovens e crianças de até 18 anos fizeram procedimentos cosméticos e
estéticos em 2004.
É
habitual que jovens tenham o desejo de realizar mudanças no corpo, como
a remodelação de orelhas de abano, correção de seios assimétricos,
redução de mamas masculina e remodelação do nariz.
O
que assusta muita gente, entretanto, são procedimentos que se
restringiam aos adultos se tornando parte do universo de consumo já na
infância e na adolescência – como a lipoaspiração e a implantação de
silicone nos seios. Procedimentos como esses fazem com que as crianças
se pareçam cada vez mais com adultos e envolvem mais as questões de
sexualidade do que de autoestima.
Com
a falta de maturidade, crianças e jovens podem ter uma falsa crença de
que as mudanças de seu corpo promoverão melhorias em suas vidas.
Os
pais e os médicos devem ter certeza de que esses jovens têm a noção do
que as alterações no corpo podem, ou não, trazer a eles, antes de
qualquer mudança brusca. Também é necessário um ambiente em que os
jovens não sejam levados a dar mais valor à aparência do que ao caráter
das pessoas.
Um
dos maiores exemplos de nossos tempos da beleza impossível é a Barbie. A
aparência da boneca pode fazer com que as meninas, desde cedo, criem
uma ideia inalcançável de beleza. E é fácil de entender o motivo.
A
cintura da boneca é 39% menor do que a média das pessoas anoréxicas. A
gordura do corpo seria 17% menor do que a necessária para a menstruação.
Pesquisadores criaram um modelo de uma adulta com as proporções da
Barbie no computador e descobriram que as costas dessa pessoa não
suportariam o peso de seu corpo. Além disso, ela poderia ter apenas
metade de um fígado normal e apenas alguns centímetros de intestino.
Assim, logo morreria de desnutrição. Essa brincadeira de garotas, somado
à pressão para a beleza inexistente, pode levar a ideias nem um pouco
divertidas







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